‘A Pantera Cor-de-Rosa’ estreia na TV Cultura de São Paulo

O clássico da animação A Pantera Cor-de-Rosa estreou na grade de programação da TV Cultura de São Paulo, emissora pública mantida pelo governo do estado.

As exibições acontecem de segunda à sexta, às 19h45. Aos sábados, às 19h40. O programa está sendo exibido na íntegra, ou seja, com abertura e episódios de O Inspetor e A Formiga e o Tamanduá.

A TV Cultura está presente em 89% do território nacional, via satélite, TV por assinatura e retransmissora VHF e UHF.

Veja o vídeo promocional foi, postado no site da emissora. Veja abaixo:

A Pantera surgiu na abertura do filme do diretor Blake Edwards – “A Pantera Cor-de-Rosa” (1964), com Peter Sellers. O título do filme se refere a uma joia e, para os créditos de abertura, foi criado um desenho animado pela dupla Friz Freleng e David DePatie, protagonizado por uma pantera de cor rosa como uma ilustração metafórica do diamante, roubado na trama.

pantera-cor-de-rosa-tv-culturaO sucesso dessa abertura (juntamente com o filme), fez com que a Pantera se transformasse num personagem autônomo no universo da animação, com a estreia acontecendo oito meses depois.

A particularidade é que a Pantera Cor-de-Rosa não fala e expressa-se com os outros personagens coadjuvantes apenas por pantomima, ou seja, arte ou ato de expressão por meio de gestos ou mímica. Porém, contraditoriamente, houveram alguns poucos episódios da série clássica em que a Pantera chegou a falar.

O clássico traz aventuras de uma pantera macho, em suas mais variadas situações. Ela incorpora vários personagens e muitas vezes, é ela mesma. É um personagem atemporal, pois pode aparecer no presente, passado ou futuro, chegando até a contracenar com importantes personagens da história mundial. Geralmente, suas aventuras giram em torno de conflitos e disputas com outros animais ou com um homem caricato, baixinho e narigudo, que não tem nome.

Roubam sua comida, não a deixam dormir ou mesmo a querem adotar como pai. Mas a Pantera também procura por grandes aventuras, como pilotar aviões, se alistar no exército etc. Tem ideias próprias como quando quis construir uma casa seguindo sua própria planta ou quando quis plantar flores rosadas. Outras vezes é ingênua, como quando ajudou um ladrão, num episódio sensacional. Sua auto-suficiência como personagem é tanta que protagonizou até mesmo episódios psicodélicos.

As histórias são sempre movidas pelo irresistível tema musical jazzístico do maestro Henry Mancini. Essa é a maior genialidade do desenho, pois sem diálogos entre os personagens, suas histórias contam com a força da ação, que sempre está bem caracterizada através do comportamento, da expressão gestual e da já citada sonoplastia eficiente.

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